DEPARTAMENTO DE SAÚDE ESCOLAR

O que é bullying?

Entenda como e porquê o bullying acontece.

A sociedade, em sua constante evolução, anseia por relações mais pacíficas entre as pessoas. Cabe a ela, como um todo, mas em particular à família e à escola, cultivar entre as crianças e adolescentes a cultura da não violência. Nessa tarefa, todas as formas de violência devem ser combatidas, sejam elas agressões físicas, verbais, emocionais, entre outras. Das formas de agressão entre crianças e entre adolescentes, uma das mais danosas é o bullying, pois, devido à intimidação, a “vítima” (mais adequadamente chamada de “alvo”) sente-se impossibilitada de interromper a agressão ou, ao menos, informar a ocorrência a um adulto, sejam seus pais ou um professor. Para interromper esse tipo de agressão que, apesar de seu dano potencial, pode ocorrer de forma silenciosa, é importante o trabalho da família e da escola. O Grupo Educacional Bom Jesus, em consonância com o Projeto Virtudes, dispõe de um Programa de Prevenção ao Bullying.

Segundo a Associação Brasileira de Proteção à Infância e Adolescência (ABRAPIA): “Bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor ou angústia e executadas dentro de uma relação desigual de poder”. Basicamente, o que diferencia bullying de outras agressões, físicas ou verbais, são as seguintes características:

Existência de “relação desigual de poder”, ou seja, uma agressão em que haja intimidação da pessoa que sofre o ataque (físico ou verbal). É a intimidação que faz com que essa agressão seja mais danosa do que aquela em que não há desnível entre autor (“agressor”) e alvo (“vítima”). A intimidação faz com que o alvo sinta que não tem poder para se defender ou, ao menos, procurar ajuda. Com isso, a agressão tende a se repetir. A relação desigual de poder, habitualmente, é caracterizada por diferença de idade, de força, de “poder social”, entre outras menos frequentes.

Ausência de motivação evidente. Havendo motivação (“provocação”) que tenha desencadeado a agressão, fica caracterizado que o alvo não identificou uma “relação desigual de poder”, uma característica essencial do bullying.

Repetição. Os especialistas no assunto reforçam que para caracterizar bullying é necessário que haja a repetição do comportamento.

Alertamos que, mesmo quando uma agressão física ou verbal não se caracteriza como bullying, ainda assim são necessários esforços para interromper a atitude.

Finalizando, consideramos que, mais do que a adequada condução dos casos suspeitos ou confirmados de bullying, é importante que esforços sejam concentrados na prevenção a esse comportamento. A base da prevenção está no RESPEITO, um dos valores em cujo cultivo a família tem papel inigualável, desde os primeiros anos de vida até a vida adulta, e que a escola precisa nutrir. O respeito às diferenças entre as pessoas é essencial, sejam elas diferenças físicas (de altura, de peso, raciais, características peculiares, deficiências físicas, etc.), sociais, culturais, de comportamento, entre outras. É, também, de fundamental importância, para o convívio em sociedade, que a criança ou adolescente tenha a clara noção de REGRAS e LIMITES, atribuições que devem ser desenvolvidas inicialmente no núcleo familiar e que a escola vem reforçar.

Como complemento a este texto, publicamos outras informações sobre o tema.

Atenciosamente,

Dr. José Francisco Malucelli Klas - Coord. Dep. Saúde Escolar

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