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Eritema Infeccioso
O Eritema Infeccioso é uma doença exantemática (doença que cursa com erupção de pele) benigna, própria da infância. Também chamado de Quinta Doença, ocorre mais comumente entre 4 e 10 anos de idade. Na fase inicial, podem surgir febre, mal-estar, dores musculares e cefaléia.
Após 1 a 10 dias surge a erupção (exantema ou “manchas”) de pele, caracterizada principalmente pela vermelhidão da região das bochechas (sinal da “face esbofeteada”), típica da doença, facilitando sua identificação. Além da face, a erupção pode acometer tronco e membros, podendo ocorrer prurido (coceira).
Outra característica da doença é o reaparecimento do exantema após exposição solar, mudanças de temperatura ou estresse emocional, o que pode ocorrer semanas ou meses após o início do quadro. Aproximadamente 20% das pessoas infectadas não apresentam sintomas (infecção assintomática). Cerca de 50% dos adultos apresentam imunidade ao Eritema Infeccioso por terem-no contraído na infância.
- Transmissão
O Eritema Infeccioso (EI) é causado por um vírus (Parvovírus humano B 19), transmitido por secreções das vias respiratórias antes do início dos sintomas da doença. Por essa característica peculiar de transmissão, após o surgimento da erupção típica, os pacientes têm pouca probabilidade de transmitirem a enfermidade. Em razão dessa característica o EI difere das outras doenças exantemáticas (por exemplo: rubéola, sarampo, varicela, etc.) que são transmissíveis durante o período da erupção de pele.
O parvovírus humano (causador dessa enfermidade) não é transmitido para animais, assim como o parvovírus de animais não infecta seres humanos.
Casos de Eritema Infeccioso são mais comuns no final do inverno e início da primavera. Após o contato com o vírus, as pessoas suscetíveis habitualmente apresentam os sintomas dentro de 7 a 21 dias.
- Diagnóstico / Tratamento
O diagnóstico é feito pelo exame clínico do paciente. O Eritema Infeccioso habitualmente não requer tratamento específico. Indivíduos portadores de imunodeficiência ou com anemia hemolítica crônica podem requerer cuidados especiais.
- Prevenção / Isolamento
Não existe vacina disponível para o Eritema Infeccioso. A lavagem das mãos, medida básica de higiene em qualquer situação, provavelmente reduz a transmissão.
Por ser uma doença cujos sintomas surgem após o período de maior transmissão, o isolamento da criança é habitualmente desnecessário. Nesse sentido, o pediatra que acompanha a criança deverá ser consultado.
A maioria das doenças exantemáticas (varicela, rubéola, sarampo, etc.) requer afastamento temporário da escola (isolamento). Como regra geral, toda criança ou adolescente com erupção de pele não deve frequentar a escola até que médico da família defina o diagnóstico e a necessidade de afastamento.
Qualquer aluno que venha a apresentar erupção de pele durante o período de aula será mantido no ambulatório, isolado de outros alunos. Seus pais serão comunicados para que se providencie consulta com o médico da família. Nesta situação, é necessário que o médico informe, via atestado, se o aluno necessita, ou não, de afastamento.
Dr. José Francisco M. Klas
Coordenador Depto. Saúde Escolar
Fontes
- CDC - Centers for Disease Control and Prevention. Fifth Disease. Disponível em: http://www.cdc.gov/ncidod/dvrd/revb/respiratory/parvo_b19.htm. Acesso em: 09 out. 2001.
- AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. Comitê de Doenças Infecciosas - Red Book 2000. 26. ed. 2003. p. 512-5.
