ENSINO RELIGIOSO

A criatividade docente como estratégia metodológica no ensino

Entrevista com o professor José Gilton Paz Leite

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Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará, em História pela Universidade Nove de Julho (SP) e em Psicanálise pelo Instituto Brasileiro de Ciências e Psicanálise (IBCP), José Gilton Paz Leite continua estudando. Atualmente cursa Teologia no Centro Universitário Claretiano (SP). Professor do Bom Jesus Santo Antônio do Pari, Gilton fala sobre o trabalho desenvolvido na área de Ensino Religioso.

Qual a contribuição do Ensino Religioso na formação das atuais gerações?

O Ensino Religioso é, sem sombra de dúvidas, fundamental para a formação da juventude nos dias de hoje, em que os jovens questionam sobre os mais variados assuntos e são ávidos por respostas. Vejo a disciplina como um importante meio para o estudo do Transcendente.

Para quais turmas leciona e como é o processo de ensino?

No Bom Jesus tenho desenvolvido trabalhos com os alunos do Ensino Fundamental, do 1.o ano à 8.a série. Existe uma troca profícua durante as aulas e, quem pensa que o professor não aprende com os seus pequenos, pode ter certeza de que está equivocado. A cada aula, novos aprendizados.

Poderia apontar os desafios que se manifestam em sala de aula na aprendizagem dos temas de Ensino Religioso?

O contato com o diferente me parece ser o quesito mais desafiador. Perceber que somos seres sociais e que o mundo é rico justamente porque se revela diverso é, a meu ver, fundamental. Além disso, é preciso tomar ciência de que, apesar da pluralidade religiosa e das mais diversas formas de culto ao Transcendente, somos todos irmãos porque habitamos num mesmo lar e somos filhos de um mesmo Pai de amor. É importante incutir, pouco a pouco, na cabeça e no coração da juventude o imperativo do respeito. Fazer valer que o diferente não ameaça, mas enriquece e contribui para uma convivência solidária, em todo o mundo.

Há uma metodologia que envolve mais os alunos no processo de aprendizagem?

Cada aula é, na verdade, um novo desafio. Os jovens de hoje não são iguais aos jovens de ontem. Acompanhar a mudança dos tempos é tarefa do professor. Falar a língua da juventude e, sobretudo, ouvi-la sem preconceitos tem sido uma experiência ímpar. Contextualizamos a proposta curricular de Ensino Religioso com músicas, paródias, encenações, campanhas e reflexões.

O tema da Campanha da Fraternidade em 2011 é “Fraternidade e a Vida no Planeta”. De que modo o Ensino Religioso contribui para conscientizar os alunos sobre essa causa?

Promover a conscientização de que o Planeta é o nosso lar, que ele, assim como nós, é criação de um Deus de amor e que, portanto, merece respeito, é imperativo.
É preocupante o que a humanidade tem feito com o mundo. Poluição, desmatamentos e queimadas têm sido apenas algumas das inconsequentes ações. O que colheremos com tudo aquilo que temos plantado? Acredito que a proposta da Campanha da Fraternidade deste ano aborda um tema de extrema relevância ao retratar os impactos ambientais que temos sofrido. Tenho esperança de que com a proposta das aulas de Ensino Religioso consigamos atingir mentes e corações humanos para uma autêntica chamada de responsabilidade. Transformar o mundo que temos no mundo que queremos é tarefa nossa. Nas palavras de Juvenal Arduini "comprometer-se é optar, envolver-se é responsabilizar-se". Cruzar os braços, jamais! Fazer o que nos compete, pensando no bem-estar da humanidade, é o distintivo que o mundo precisa.


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